Meu Diário
18/12/2016 00h19
"Me abraça minha vida, me leva em teu cavalo, e logo no paraíso dançaremos."

Para meu amor que gosta das minhas histórias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Encontrei o Fagner duas vezes em minha vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A primeria vez foi num sábado pela manhã, na praia. Neste tempo eu era bem jovem e ia sempre que desse certo para a praia.

 

 

 

 

Cheguei cedo e me deitei naquelas cadeiras compridas, de madeira, esperando que o sol bronzeasse minha pele clara. Perto de mim estava um casal com duas criancinhas já bem queimadas pelo sol. Pouco tempo depois o Fagner chega e senta com eles. Conversa com os adultos e logo me localiza. 

 

 

 

 

Durante toda a manhã, sob o sol ardente, ficamos em um diálogo silencioso feito de sorrisos e olhares.  Numa determinada hora eu levanto da cadeira e vou até a barraca comprar uma água. Ele vai também.

 

 

 

 

Paramos entre as mesas e nos olhamos. Eu tinha 13 anos e não sabia o que dizer. A falta de palavras adequadas para a ocasião me faz pedir um autógrafo, mas não tinha papel. Proponho que ele escreva na minha camiseta. Ele me vira de costas e escreve algo em minha camiseta mostarda, de malha bem fina. Não lembro o que, mas terminava com a assinatura dele. Depois ele Sorriu, me deu dois beijos no rosto e se foi.

 

 

 

 

Alguns anos depois eu já estava casada. Fomos para um show numa casa  muito badalada da época chamada The Wall. Estava com  o marido e uns amigos e no intervalo me levantei para comprar uma bebida no bar. Cheguei no balcão e pimba! Lá estava o Fagner. Olhamos um para o outro, sorrimos.

 

 

 

 

Eu não tinha mais treze anos. Era uma adulta, e apta para tomar decisões, mas não sabia outra vez o que falar. Usei o velho truque do autógrafo. Pela segunda vez ele escreveu qualquer coisa que não lembro. Sempre muito simpático. Sem dúvida alguma ele nem sonhava que aquele era o nosso segundo encontro.

 

 

 

 

Quando foi entregar a agenda falou para mim:

 

 

 

 

-Você é muito bonita.

 

 

 

 

Nossa! Foi tão inesperado. O cara que cantava aquelas músicas tão lindas me achava bonita. Pensei, sonhei, fantasiei enquanto olhava para ele. Sorrimos. Eu era casada e nada podia mudar isso naquele momento. Pedi licença e voltei, obedientemente, para a mesa de onde havia vindo. Passei o resto da noite em flutuação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Encontrei o Fagner duas vezes na vida, e em nenhuma das duas eu pude fazer qualquer coisa além de olhar, sorrir e pedir o seu autógrafo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coisas da vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Beijos, meu lobo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

da sua Belle cheia de histórias.

 

 

Observação: Os títulos dos textos deste blog são retirados de trechos de músicas nacionais e internacionais.

 

 

 

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 18/12/2016 às 00h19
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13/11/2016 22h52
"Guarde segredo que te quero, e conte só os seus pra mim"...

 

 

 

Hoje foi um dia difícil. Aliás, os dias têm sido difíceis, cheios de compromissos, probleminhas, pequenas coisas da rotina que nos impedem de ter nossos momentos.  A gente quer que as coisas sejam perfeitas, nunca se aborrecer, jamais ficar doente, ter todo o tempo da vida para dizer "eu amo você", mas não é assim. Não vivemos num oásis no meio de um deserto de realidade. Mas quando estamos juntos, estamos no paraíso.

 

 

Paixão, desejo, troca de ideias, cumplicidade, e esse fogo que não se extingue, vontade jamais satisfeita, fome que não passa.

 

 

 

 

Acho que descobrimos o moto-perpétuo do amor, e renovamos o interesse um pelo outro a cada instante. Belle e o Lobo, ever.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NEOQEAV.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

B

 

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 13/11/2016 às 22h52
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24/10/2016 20h40
"Filhos, filhos... Melhor não tê-los"

 

 

Meu filho.

Particula infinitesimal do meu coração que ganhou espaço, vida, rosto, personalidade, sonhos, escolhas.

Meu filho.

Projeto tentado e repetido, que chegou numa época difícil, quando o sonho já havia virado poeira e veio como uma luzinha no fim do túnel.

Meu filho.

Menino que juntou gente na frente do berçário, porque no dia que nasceu ficava se arrastando dentro da incubadora e a enfermeira vinha arrumar o bebê de vez em quando.

Meu filho, meu bebê, meu menino, meu adolescente.

 

Nestes dezessete anos que ele está comigo eu lembro de muitas coisas.

Hoje, tendo feito a matrícula dele no faculdade de Direito, o que mais me vem à lembrança é uma conversa quando ele ainda nem tinha três anos, com a diretora da escolinha onde ele estudava.

Foi ela a primeira pessoa que falou que meu filho tinha TDAH (transtorno de Déficit de Atenção - Hiperatividade), coisa que eu não aceitei assim muito fácil - Afinal meu filho era precoce e brilhante em tudo.

Mas foi ela também que projetou um futuro de dificuldades e fracassos para ele.

  Ela estava certa em algumas coisas. Realmente não foi fácil. Tive que trocar os copos de vidro de casa por outros de plástico porque Gabriel era muito desastrado e quebrava tudo. Tive que fazer acompanhamento com psicopedagoga, neuropediatra, psicóloga, professora particular.

Tive que contar com a colaboração da escola (Colégio Batista, uma escola maravilhosa), com a ignorância de alguns professores, com a crueldade de alguns coleguinhas.

Tive que suportar o escárnio de pessoas da família que queriam diminuir meu filho.

Muitas vezes chorei. Muitas outras perdi a paciência. E quantas vezes fui acusada de ser uma mãe ruim. Mas o pior mesmo, a parte mais dolorosa, foi conviver com a possibilidade de que aquela mulher horrorosa (a tal diretora da escolinha), que condenou o meu filho de três anos de idade a ser uma pessoa fracassada, estar certa.

O tempo passou e as batalhas foram nossa rotina.

Chegou afinal a tão temida hora da verdade - o vestibular.

Até agora ele recebeu resultado de dois dos muitos vestibulares que ainda vai fazer, e já passou nas duas faculdades. Talvez ainda reste algum medo em mim, e por isso corri para matricular meu filho em uma destas duas. Não importa. Que passe só nestas duas, que passe em todas, ele venceu.

Meu filho entrou com dezessete anos na faculdade. Ainda nem recebeu o certificado dele de conclusão do ensino médio mas já tem para onde ir no começo do ano que vem. TDAH não faz de ninguém um fracasso, mas a ignorância sim.

Amo você, meu filho. Da sua mãe, que também tem TDAH e que te entende mais do que ninguém.

 

Iolanda, mãe do Gabriel.

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 24/10/2016 às 20h40
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16/10/2016 17h07
"Meu coração pulou, você chegou me deixou assim...Com os pés fora do chão, Pensei que bom, parece enfim, acordei"

Acorda, amor, vem me beijar.

 

Enquanto você dorme e a tarde cai

num  domingo azul, todo o universo

cabe em nosso tempo que se esvai

neste grande amor, em prosa e verso.

 

B


Publicado por Iolanda Pinheiro em 16/10/2016 às 17h07
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11/10/2016 05h36
"O meu coração marcado tinha um nome tatuado que ainda doía..."

T.A.P.S

 

Você vai me amar para sempre?

 

Não costumo assistir televisão, mas ontem assisti uma cena de filme que achei engraçada: um rapaz acusava a ex namorada de, depois dele, já estar no segundo namorado, como se ela fosse obrigada a ficar com o mesmo homem para sempre. O irônico da situação, é que no dia seguinte ao término do namoro entre ele e a moça, ele já estava com outra, namoro que também não durou um mês. Coisas da vida. Quem é que tem como garantir que vai amar alguém para sempre? Ninguém.

 

Talvez ele quisesse que a ex namorada passasse o resto da vida sofrendo por ele, mas que tipo de amor é esse que deseja dor para os outros?

 

Muito mais honesto que fingir uma relação que não existe mais, é sair da vida do outro e ter a chance de feliz de novo, sem mentiras, sem traumas, sem rancores eternos...

 

Quando era criança, fazendo parte de um grupo religioso para jovens, ouvi uma frase que marcou a minha vida:

-Quando duas pessoas brigam, quem sai ganhando?

 

Ganha quem perdoar primeiro. 

 

Nos casos de rompimento, ganha quem consegue seguir seu caminho com o coração leve, quem estabelece novas amizades, vive novos amores.

 

O "para sempre" nas relações amorosas existe sim, mas enquanto durar a verdade, o desejo, o respeito, a admiração. Melhor se dar uma nova chance que passar a vida inteira com alguém só por aparência, fingindo felicidade, traindo, brigando, sofrendo.

 

Namorar só vale a pena se a pessoa te dá liberdade, não quer controlar tua vida, te respeita e te vê como igual, não faz da tua vida um inferno diário de brigas.

 

Namorar é para deixar a gente feliz, fazer suspirar, enfeitar a vida.

 

A gente ama, ama demais, mas mesmo o amor intenso e do qual sempre lembraremos, precisa dar espaço para aquilo que faz bem, dar uma chance para a felicidade.

Amor não é para doer, amor é para doar.

 

Namorar é muito bom, e é para sempre... enquanto dure.

 

B.

 

Observação: Os títulos dos textos deste blog são retirados de trechos de músicas nacionais e internacionais.

 

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 11/10/2016 às 05h36
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