Meu Diário
08/10/2016 19h07
SER BOROGODENTO - O DESEJO SECRETO DE TODO MACHO




BOROGODENTO – Homem possuidor de borogodó (charme, it, "Q", sex appeal) em outras palavras, qualidade do homem que exerce inexplicável atração sobre a mulherada.

É o cara que, mesmo que seja feio e sem demais atributos geralmente desejáveis por nós mulheres, a gente ainda assim quer facilitar para ele.

O homem borogodento situa-se em um limbo de gostosura entre o macho comum e o Brad Pitt. Claro, o Brad Pitt está acima destes conceitos de beleza e borogodó, até porque, vamos combinar, ele nem é deste mundo.

Se de um lado da corda está o cara borogodento, do outro fica aquele morto de lindo para quem a gente não se entusiasma. Exemplo maior, pelo menos para mim, é o Thiago Lacerda. Totalmente desprovido de magnetismo e masculinidade. Bonito, mas ordinário.

Não é toda mulher que tem a sensibilidade de reconhecer, e ser, conseqüentemente, atraída pelo poder de sedução do cara borogodento. Para melhor ilustrar o tema de hoje, vamos fazer um pequeno teste:

Situação A:

Você chega numa festa cheia de homem lindo. Tem para todos os gostos. Loiro, moreno, negro, ruivo, alto, baixo, maguim, gordim, atlético...

Aí você percebe uma rodinha de mulheres circulando um ... calvo, tampinha, meio mal ajambrado.

Cinco minutos depois você:

1) Acha que ele tem um sorriso que é uma delícia, olhos bonitos, uma conversa super envolvente, e está dando bola para você.
2) Acha que ele é engraçado, legal, e fica amiga das moças que estão conversando com ele.
3) Acha que ele é inteligente, mas tem um cara sentado no sofá que é um convite ao pecado.
4) Fica bem longe de onde ele está porque não vai perder seu tempo e gastar suas possibilidades com um feioso metido a besta, e já está numa conversa animada com um loirinho elegante que estava de bobeira no salão.

Situação B:

Primeiro dia de um curso muito chato que você tem que fazer, e ainda por cima só tem homem feio na sala. Uma determinada hora, um buchudim de perna fina, faz um comentário engraçado sobre o professor. A aula é tão chata que vocês começam a conversar, escrever coisinhas na apostila um para o outro, e ainda marcam para almoçar juntos:

1) Já vivi uma história dessas, claro que a coisa foi esquentando dia após dia até que não resistimos mais e nos entregamos a uma paixão violenta e arrebatadora.
2) Conheci um cara assim, achei charmoso, fiquei amiguinha, trocamos telefone, e até um dia desses tínhamos conversinhas cheias de insinuações, mas não passamos disso.
3) Conheci um cara assim, dei um pouco de atenção, ficamos amigos, mas, quando o curso acabou, cada um foi para seu lado.
4) Buchudo? Perna fina? Fala sério! Se falasse comigo eu fingiria que era surda e nem respondia! Só o que faltava esse açucareiro querendo se dar bem com a minha pessoa!

Situação C:

Você foi passar um mês numa fazenda. Depois das novidades de dar comida para as galinhas, cavalgar e tomar leite mugido, não tem mais nada para fazer. Aí, como quem não quer nada, você começa a achar o vaqueiro uma possibilidade, e descobre que o peão que cuida do pomar tem umas pernas lindas:

1) Humm! Até fiquei com a boca cheia de água! Adoro um homem rústico...
2) É um caso a se pensar, afinal, estou tão longe da civilização, e ninguém vai ficar sabendo mesmo.
3) Acho muito arriscado, pensaria muitas e muitas vezes, e ficaria só na fantasia.
4) Eita, nem pensar! Quem gosta de peão é jogo de xadrez!


Se você tem mesmo a aludida sensibilidade para descobrir homem borogodento, vai saber que a única situação que ilustra um caso de borogodó explícito é a situação A, item 1. Na situação B o que ocorre é uma típica falta de opção, e na C é absoluto desespero. Afinal, para identificar um homem borogodento, é necessário que o local esteja repleto de bonitões, e mesmo diante da concorrência desleal, ainda assim você prefira ficar dando atenção para ele.

Não se vá pensar com isso que todo homem feio é borogodento. Tem homem feio que é só feio e pronto. Bem como não se deve pensar que não exista homem bonito e borogodento ao mesmo tempo. Beleza e borogodó aliados é receita para semi-deuses.

O típico borogodento, entretanto, é aquele cara que deixa na mulher aquela incerteza, aquela descrença, aquela indecisão, aquela  mania de ficar se perguntado enquanto observa o bofe: “ O que foi mesmo que eu vi nesse cara?”

O John Malkovich é um exemplo clássico de homem borogodento, ou pelo menos era, porque agora ele está só feio mesmo. Mas no filme “Ligações Perigosas” ele está o supra-sumo da sedução e que atire a primeira pedra quem não teve uma vontade louca de estar no lugar da Michelle Pfeiffer...

Aqui no Brasil, o  borogodento nacional era o Domingos Montagner, que Deus o tenha em um lugar muito bom. Aquele cara que não é feio, nem é bonito, mas mesmo assim é LINDO! Entenda isso e você terá entendido o que é ser borogodento.

Escrevi esta crônica há uns dez anos, mas ela ainda é muito atual.

Bisous.

B.

 

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 08/10/2016 às 19h07
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01/10/2016 21h31
"Quem me enfeitiçou O mar, marée, bateau"

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu coração voou, 

 

 

 

 

flutuou até teus braços, no espaço desta paisagem, na voragem deste amor, meu coração se entregou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lançado de flechas, sangrou. No teu lindo colo, descansou.

 

 

 

 

Entre seus dedos, meus medos calados, meus tristes pecados, o mar "marée bateau."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e eu arrebatada... Ah, não quero mais nada. Rir e chorar, viver, me emcionar, amar, amar, amar, e me perder,

 

 

 

 

meu amor...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

B.

 

 

Observação: Os títulos dos textos deste blog são retirados de trechos de músicas nacionais e internacionais.

Música JOANA FRANCESA


Publicado por Iolanda Pinheiro em 01/10/2016 às 21h31
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03/09/2016 17h31
"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"

Né?

 

 

E aí quando a sua vida parece um marasmo sem fim, vem um sei lá o que de não sei de onde e te dá uma sacudida para você lembrar que está viva.

 

 

 

 

Aí você se pega rindo sozinha, pensando bobagem, e querendo escrever versinhos novamente.

 

 

 

 

Você já se lascou várias vezes, caindo em armadilhas as mais diversas, mas não resiste a se jogar em um novo precipício sem rede de segurança.

 

 

 

 

Quem quer segurança?

 

 

 

 

Eu quero é aventura, emoção, risco, quero é jogar todas as fichas, e se as perder... Quem se importa?

 

 

 

 

Enquanto bater meu coração, estou na pista.

 

 

 

 

Não peço desculpas e nem as dou.

 

 

 

 

Dá licença, mas eu vou viver.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Iolanda, a Pinheiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 03/09/2016 às 17h31
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23/08/2016 23h01
"Saudade existe pra quem sabe ter"

Ando meio assim. Não sei explicar, só ando. Não tenho motivos, não tenho sofrimentos, está tudo bem, mas eu, não sei...

Talvez isso seja consequência natural da vida, das reflexões de quem tem mais de quarenta e começa a flertar com a mortalidade.

Talvez isso faça parte do amadurecimento, da falibilidade das expectativas, do abandonar doloroso de planos sempre deixados para depois.

Ando mais ensimesmada do que o de hábito. E o de hábito é uma tendência natural para a solidão e o silêncio. Eu sou esta caixa cheia de mim, que vez por outra precisa se esvaziar, rever os próprios conceitos.

Estou no casulo, vamos ver se deste recolhimento voluntário eu saio renovada como uma bela borboleta. A reflexão é necessária, e o tempo não pode ser abreviado. Então vou mergulhar neste estado de "latência" sem dramas.

Um dia ou nunca, eu volto ao meu anormal cotidiano.

 

É isso, mas isso é nada.

 

Iolanda Pinheiro.

 

 

Observação: Os títulos dos textos deste blog são retirados de trechos de músicas nacionais e internacionais.


Publicado por Iolanda Pinheiro em 23/08/2016 às 23h01
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12/07/2016 00h12
"Não preciso que me digam, de que lado nasce o sol Porque bate lá o meu coração..."

Felicidade.



Um conceito totalmente subjetivo com um único ponto em comum: todo mundo quer.    



Quer?    Talvez. 



Conheço pessoas que se apegaram com tal força ao próprio sofrimento que não sabem e nem querem mais ser felizes.



Quem?



Muitas, mas vou dar o exemplo mais corriqueiro: pessoas cujo casamento já acabou há anos e ainda tem este fato como único assunto da vida.



Uma coisa é sofrer porque um relacionamento acabou, a outra é mesmo depois de um certo tempo ainda ficar rememorando este assunto e colecionando mágoa sobre mágoa. Gente, pelamordedeus!



DESAPEGA!



Ser feliz não é fácil, mas é uma alternativa,



Felicidade pode ser uma fonte de stress, o maior índice de suícídio ocorre exatamente em países que são considerados os melhores lugares para se viver. As pessoas precisam de desafios, mas precisam também aceitar que podem ser felizes, mesmo em uma vida sem sobressaltos, brigas ou paixões violentas.



É preciso aprender a:



Ser feliz, sorrir, ter confiança, conforto espiritual, e ir vivendo nesta pasmaceira emocional sem se sentir sufocado em um paraíso cor de rosa. Eu sei, é difícil, especialmente para uma pessoa que acha que o romantismo beira a cafonice (eu).



Mas é melhor do que viver brigando, chorando e sofrendo.



Talvez a gente se auto sabote e fique colocando defeito onde não há, porque amar é tão fácil que a gente precisa colocar pilha para dificultar um tiquinho.



Respira, está tudo bem. A gente se acostuma tanto com as lágrimas que acha estranho quando elas param de cair.



Faltam 03 dias embora não tenha certeza do dia certo em que este lance começou.



Um mês de namoro e NENHUMA BRIGA.



Pode?



Claro que sim.



 



Ficando por aqui, feliz da vida.



 



Iolanda.



Observação: Os títulos dos textos deste blog são retirados de trechos de músicas nacionais e internacionais.



 



 



Publicado por Iolanda Pinheiro em 12/07/2016 às 00h12
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