Meu Diário
11/05/2016 15h17
"Bate é na memória da minha pele, bate é no sangue que bombeia. Na minha veia."

Esta semana foi crítica. Meu celular sofreu um acidente e teve perda total, bateram no meu carro, e para completar, perdi meu chip.

 

 

 

 

 

 

 

Vou ter que esperar quinze dias úteis para a apple mandar um celular novo (reposição paga) e agora, perdi todas as memórias de um ano e meio para cá, desde que eu tenho este número.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não sei o que foi pior, o prejuízo financeiro, os desgostos sucessivos, ou perder, para sempre, fotos, conversas, números de telefone, lembranças, mensagens, poesias, gravações... Foi tudo para o espaço.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acho que Deus está querendo me dar um recado. Não é possível uma pessoa ser tão azarada assim a troco de nada. E o recado deve ser este: "Aproveite a chance de ter perdido tudo e recomece. Seja uma nova pessoa, tenha novos amores, renasça, mude de atitude, bote fogo em tudo, saia por aí, dance, ame, mude seus hábitos, viva como se não houvesse amanhã"...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu não queria enterrar o passado e ele acabou se enterrando sozinho, dá até vontade de rir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ignorância muitas vezes é uma benção. Creia, creia na sorte do azar...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Iolanda Pinheiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Observação: Os títulos dos textos deste blog são retirados de trechos de músicas nacionais e internacionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 11/05/2016 às 15h17
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09/05/2016 12h47
"Cantar, é mover o dom ... do fundo de uma paixão ... Seduzir, as pedras, catedrais, coração..."

 

 

 

...

 

Hoje, em comemoração ao dia das mães , fiz uma coisa que já se tornou de certa forma, corriqueira: cantei com meu coral.

 

Cantar, para mim, foi um descoberta tardia. Esperei mais de trinta anos para descobrir que cantava. Nunca passou pela minha cabeça que ainda subiria em muitos palcos pelo Brasil afora.

 

Foram tantas apresentações nestes dez anos que já nem sinto mais o velho "frio na barriga", aquele medo de errar, ou do sistema de som explodir, ou de alguém escorregar, ou ... um infinito de coisas que, inclusive, já aconteceram.

 

A maior emoção, eu me lembro bem dela, aconteceu numa das minhas primeiras apresentações. Era tão novatinha que nem havia comprado o fardamento e estava usando uma blusa diferente das demais, apenas da mesma cor, o que me fazia ficar ainda mais intimidada.

 

Era Dia do Músico e nosso grupo rumou para a Assembléia Legislativa para cantar o hino brasileiro e o hino do Ceará. Chegando lá, uma surpresa, cantaríamos acompanhados de uma orquestra de verdade.

 

Enquanto esperava, eu fiquei observando uma elegante violinista  tirando o seu lindo instrumento da caixa... tão distinta, tão séria, uma postura tão aristocrática! A visão em si já era um poema, um quadro. Desejei ser aquela moça. 

 

Enfim chegou a hora crítica. Ficamos no centro do local onde leis são votadas, as câmeras que dirigiam todas as imagens para os muito telões estava voltadas para nós.

 

A música começou e nós, junto com ela. Era tão lindo cantar ao som de violoncelos, violinos, piano, flautas... Fiz uma coisa que sempre faço quando me emciono. Fechei os olhos e me deixei levar embalada pelo som da orquestra. Quando os abri e olhei para os telões, vi que o meu rosto estava em cada um deles, sozinho, enorme. O maldito do cameraman havia me dado um close e me pegou cantando, envolvida por aquele acompanhamento sublime, enquanto as lágrimas escapavam sem controle algum pelo meu rosto.

 

Fiquei entre chocada, emocionada e intimidada. Este seria a primeiro de grandes momentos que a música ainda iria me proporcionar. E que venham muitos outros, não é?

 

Até mais, champs.

 

Iolandinha

 

Observação: Os títulos dos textos deste blog são retirados de trechos de músicas nacionais e internacionais.

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 09/05/2016 às 12h47
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28/04/2016 08h31
"Acho que nada restou pra guardar ou lembrar Do muito ou pouco que houve entre você e eu..."

 

 

Há alguns anos assisti a um filme intitulado "Briho Eterno de Uma Mente sem Lembranças". Ao contrário da maior parte dos filmes do Jim Carey, trata-se de um drama além da realidade onde o protagonista procura uma empresa que se propôe a apagar as lembranças do cliente relacionadas ao fim de namoro, casamento, ou algo do passado que ainda incomode.

 

Não seria maravilhoso você se conectar a uma máquina e sair dali livre de memórias, leve, feliz, descontraído, pronto para reiniciar a vida sem dores e saudades?

 

 

Será que abriríamos facilmente mão de nossas lindas ou tristes lembranças em nome desta higienização mental?

 

Sei lá... Até hoje tenho as fotos no meu álbum de casamento, isso não significa que eu ainda sinta alguma coisa pelo meu ex marido, apenas guardo pois é uma etapa da minha vida e eu quero minha vida inteira comigo.

 

Pelo mesmo motivo não apago e-mails, ou postagens, não jogo fora fotografias, cartas, presentes. Tudo ali tem alguma relação com a Iolanda que fui e tem o seu reflexo na Iolanda que eu sou.  Fingir que as pessoas que passaram pela nossa vida não existem mais é infantil, ineficiente e só mostra que ainda há muito sentimento envolvido, seja por ódio, seja por amor, quem quer tanto destruir o outro não lhe é indiferente.

 

Meu passado me ensinou muitas coisas. É um velho e fiel companheiro que está ali, sempre disposto a me alertar que eu já vivi este filme e que o final dele não será feliz.
 

 

É o que temos para hoje.

 

Iolandinha.

 

Observação: Os títulos dos textos deste blog são retirados de trechos de músicas nacionais e internacionais.

 


Publicado por Iolanda Pinheiro em 28/04/2016 às 08h31
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24/04/2016 08h29
"Mon coeur qui bat..."

 

Emoções de sábado

Mais uma prova, desta vez uma prova oral. Fiz uma pesquisa sobre Paris. Coletei dados geográficos e históricos (clima, população, cultura, monumentos, culinária, hábitos...) e montei uma pequena palestra, com imagens dos pontos turísticos.

 

A surpresa é que apareceram duas pessoas para a prova. Dois franceses, uma moça e um rapaz. Seríamos observados por eles enquanto nos apresentávamos. Frio na barriga! O meu colega foi o primeiro. Trouxe recursos de áudio e vídeo, e eu já fiquei preocupada, afinal eu só tinha papel e minha cara de pau.

 

Na hora da apresentação, porém, baixou a descolada em mim e falei com uma desenvoltura nunca dantes vista, rs. E eu preocupada se o povo ia entender o que eu estava falando.

 

No fim o professor falou que havia sido excelente e o melhor, a francesa veio me falar que havia compreendido tudo. Maravilha, já sei que não passarei fome quando for morar lá.   Pequenas alegrias do sábado (abençoado dia).

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Publicado por Iolanda Pinheiro em 24/04/2016 às 08h29
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20/04/2016 20h53
"Quis evitar teus olhos mas não pude reagir... Fico à vontade então..."

E bate, e teima, e pesa, e alardeia, e toca, enfeita, encanta, deleita, e ferve, e sonha, e sonha comigo, eu sei, foi comigo.

Deitou ao meu lado, do jeito da gente, carinhos velados, em pele, somente, nós dois, coração, dispara, acalma, e durmo abraçada, cabeça encostada, como combinamos, como nos largamos, um no outro, enlaçados.

Não digo mais nada.

 

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Publicado por Iolanda Pinheiro em 20/04/2016 às 20h53
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