Textos


Mar de Lembranças

 
 
Essa dor que me escorre pelo rosto
condensada numa flor de umidade
É a gota neste mar só de desgosto
de amor, de ruína e de saudade.

 
Essa imensa tristeza no meu peito
uma pena infinita a cumprir
pois nenhum outro amor me faz sorrir
que não seja o meu amor eleito

O momento perdido no caminho
A lembrança deste amor, tão sem alento
O desejo que escraviza o pensamento
E que só no seu abraço encontra ninho.

É vontade que transborda, agonia
É anseio, para sempre, insatisfeito
Dor lacrada em doce e muda liturgia,

de saudade, inspiração - amor perfeito.


Iolanda Pinheiro


Interações:
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Talento é isso, a poesia brota do coração, dos pensamentos, e dos dedos mágicos de Cristina Gaspar, minha amiga.
Sei que de amor não se morre
O que mata é o desatino
Sufoca o verso que do peito escorre
E o deixa num rumo sem destino
As lembranças de momentos lindos vividos
De um amor que no ar por bobagem se desfez
Palavras lançadas vadias
teores vãos suprimidos
Que só me deixaram assim nessa insensatez
É um desejo de carne de pele de alma
Que eu não encontro em outro lugar do mundo
Me tirando de vez a paz da alma
Desassanhando meu corpo e o coração vagabundo
Como não me livro de nossas lembranças de amor
Preciso entender que nada enfim é perfeito
O que se diz pra sempre é ironia causa temor
Vou ser feliz o que o que está feito está feito'


-000-
Presente de uma flor especial. Amiga Luamor, generosa e brilhante, muito obrigada.
 
Melhor sofrer de sonhos e lembranças,
Que não ter um amor para recordar.
Páginas manchadas pelo pranto a derramar
Verdades que no futuro serão lendas e histórias
Ensinando que a entrega ao amor sem destemor
É muito lindo, mas também pode torturar.
Diga-lhe que minhas noites de vigília
Em meu leito vazio seu corpo lindo flutua
E minha companhia é apenas a luz da lua
Querendo alucinada teu amor possuir.
Breve irei voar até alcançar a estrela
Que me guiou em noites silenciosas
No curso de minha vida passageira
Efêmera tal como pétalas de rosas
Cada vez que o vento mudava
Uma imagem nova se formava
Há em mim muitos sonhos
Levo em meus olhos tristonhos


-000-
Da doce e bela Enneida Cristina, que faz brilhar minha página com seu toque de fada.

É para ti, ó meu amor eleito
que derramo essa lágrima
com gosto desaudade
e quando caída ao coração
transborda em oceano
Esse gigantescomar de lembranças
daquilo que um dia eu desenhei na areia
o meu nome e o teu, gravados
E que por puro escárnio
ao meu pobre coração
as suas águas não apagam


Lindo Demais.

-000-
Do simpático Olavo, o poeta. Muito obrigada pelo seu carinho.


Saudades, quem não as tem?
Saudades... De onde vens?
Se até da própria saudade...
Eu sinto saudades também?
O que seria da saudade
Se não houvesse distância
E o que seria do amor,
Se não houvesse a saudade?


 
Iolanda Pinheiro
Enviado por Iolanda Pinheiro em 12/03/2017
Alterado em 27/04/2017
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